Handsets: Cadastro de celulares roubados no Brasil soma 5,5 milhões de aparelhos desde o ano 2000

A Anatel mantém desde o ano 2000 um cadastro com os celulares roubados cujos números de identificação (IMEIs) foram reportados às operadoars móveis para serem bloqueados, impossibilitando a utilização com novas linhas no País. Em 15 anos, foram computados 5,5 milhões de aparelhos, informou o superintendente de Planejamento e Regulamentação da Anatel, José Alexandre Bicalho, que participou nesta quarta-feira, 5, de uma audência pública na Câmara dos Deputados sobre o tema. O número real possivelmente é muito maior, pois nem todas as pessoas notificam as operadoras e outras não conseguem concluir o proceso de bloqueio porque desconhecem o IMEI do aparelho que perderam.

Atualmente, sem que o dono do aparelho roubado o informe o IMEI não é possível fazer o bloqueio. “A prestadora registra a identificação dos aparelhos roubados no sistema e esses terminais não podem mais ser usados na rede, são bloqueados”, explicou Bicalho.

O sistema, segundo ele, ainda precisa ser melhorado. “Alguns problemas que identificamos são a falta de comunicação pelo usuário do número de identificação do aparelho (IMEI) e a dificuldade de incluir grandes volumes de aparelhos no sistema nos casos de roubos de carga, por exemplo”, reconheceu.

Entre as soluções propostas, estão: a possibilidade de bloquear o aparelho roubado apenas informando o número do telefone; uma nova interface que permita o bloqueio de muitos aparelhos de uma vez; o bloqueio por terceiros, como a Polícia Civil; e a atualização do sistema em nível nacional e não apenas local, como é hoje. “Estamos avaliando ainda a possibilidade de o usuário bloquear o aparelho através de um mecanismo do hardware. São tecnologias que estão sendo desenvolvidas pelos próprios fabricantes, e estamos aguardando”, informou. Haverá uma atualização do sistema ainda este mês.

O presidente executivo do SindiTelebrasil, Eduardo Levy, afirmou que há todo o interesse do setor em colaborar e bloquear o aparelho roubado. “Estamos trabalhando muito. O único cuidado que temos é não bloquear indevidamente celular de terceiros”, afirmou.

Levy reconheceu que pode haver falhas no sistema. “Ninguém conhece o IMEI. Na medida em que não for mais necessário informar esse número na hora do bloqueio, vai resolver a situação”, esclareceu.

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