Streaming: Mobile ajudou o nosso negócio a crescer, diz fundador do Shazam

O fundador do Shazam, Chris Barton, revelou que o negócio da empresa cresceu apenas depois do desenvolvimento do ecossistema mobile, com dispositivos inteligentes e lojas de aplicativos. Em sua palestra na Cebit nesta quinta-feira, 14, o empreendedor lembrou de como tudo começou em sua companhia, em 2002, uma era que estava bem longe do que são atualmente os serviços de música online e aplicativos de smartphones.

“Nós criamos o Shazam, uma tecnologia inovadora que era capaz de isolar, marcar e identificar o som. Mas estávamos muito avançados para aquela época”, disse Barton. “Nós criamos o Shazam em uma época que não tinha smartphones ou app stores”. Detalhe importante: recentemente, a empresa foi comprada pela Apple por US$ 400 milhões.

O executivo lembra que o dispositivo que começou a aparecer naquela época era o iPod, da própria Apple. Mas os CDs ainda reinavam entre o gosto dos usuários. Era uma tecnologia que não fazia muito sentido para o consumidor, uma vez que a pessoa não precisava buscar informações sobre música ou conhecer canções desconhecidas; elas estavam no encarte do CD.

Barton ainda revelou que, como resultado, o dinheiro recebido de investimentos acabou antes de fazer sucesso. Contudo, ele persistiu com seus sócios até fazer sucesso, a partir de 2008, como um dos primeiros aplicativos lançados para a App Store.

Sinergia com a Apple

Após sua palestra em Hannover, Alemanha, Chris Barton foi questionado sobre como está a sinergia com a Apple. Ele explicou que a parceria com a Apple é antiga, portanto não há muitos segredos entre eles. Uma relação que tem ajudado a Apple e outros players do mercado de streaming de áudio a obterem uma receita de US$ 300 milhões por ano com a plataforma do Shazam. Ele ainda foi questionado sobre mais dados da operação, mas não pode falar uma vez que aguarda aprovação da União Europeia. 

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