Internet das coisas: Vodafone usa conectividade para crescer como operadora de Internet das Coisas

Com 66 milhões de simcards em objetos conectados em sua rede, a Vodafone vê o segmento de Internet das Coisas (IoT) com um potencial de crescimento exponencial para sua empresa. Nesta quinta-feira, 14, Alexandre Saul, diretor de negócios da Vodafone Alemanha, apresentou casos práticos de soluções que começam a mudar a vida de empresas e seus consumidores.

É o caso da Corpulus, companhia que criou um desfibrilador cardíaco conectado. Ele é capaz de enviar e receber informações em tempo real para, em caso de atendimento, o profissional de saúde possa prestar apoio de forma ágil. De acordo com a OMS, 20% dos casos de morte de ataque cardíaco acontecem por demora no atendimento.

“A tecnologia em Internet das Coisas é exponencial. Isso coloca pressão em outras empresas a investirem em soluções. Toda companhia precisa se adaptar a este movimento”, disse o executivo, ao lembrar do estudo da Innosight que diz que 50% das empresas mais lucrativas do mundo (ranking S&P 500) vão desaparecer ou serão substituídas nos próximos dez anos.

Outro exemplo apresentado por Saul, da Vodafone, é o ContiConnect, da fabricante de pneus Continental. A companhia passou a colocar sensores em pneus de caminhões de modo que as empresas de cargas e motoristas possam fazer a análise dos pneus, do comportamento do veículo nas estradas e até ganhar mais eficiência de combustível. Um app avisa o motorista ou a empresa de carga quando o pneu está murcho ou descalibrado. Se calibrado com a pressão correta, o automóvel ganha 20% de performance no gasto com o diesel.

“IoT tem uma cadeia de valor que ajuda a criar modelos de negócios, e traz eficiência operacional, inovação, compliance e melhoria na experiência do consumidor”, completa o diretor.

IoT com receita

Entre startups, o executivo apresentou o caso da Moocal, uma companhia que possui uma receita entre 60 e 70 milhões de euros por ano com um dispositivo conectado para o rabo da vaca. A ideia da companhia é monitorar o balanço do rabo do animal quando está prestes a ter bezerros, e, assim, evitar a mortalidade do gado após o nascimento, um dos principais problemas na agropecuária. “Se olharmos esse processo de evolução. Não é difícil imaginar que em 2022 ou 2025 chegaremos à marca de 50 bilhões de dispositivos conectados no ecossistema global de Internet das Coisas”, completa.

Parceiros e negócios

Saul explica que, para criar esse ecossistema de IoT, eles utilizam sua base de clientes e oferecem um workshop de Internet das Coisa para criar soluções conectadas. Por outro lado, a Vodafone oferece uma rede conectada e muitas das empresas contratantes já desenvolviam soluções para Internet das Coisas, mas, elas precisam apenas de um parceiro com conhecimento para prover a conexão. Neste caso, ele explica que Porsche e Volkwagen foram as primeiras companhias a procurar a operadora para conectar seus automóveis de fábrica. A Vodafone provê conexão para 44 milhões de carros; 44% do uso de dados em sua rede vem da Internet das Coisas; e cresceu 17% entre 2016 e 2017.

Internet das coisas: Vodafone usa conectividade para crescer como operadora de Internet das Coisas