Marketing: Triibo: app leva consumidores para dentro de lojas

Aplicativos de conveniência costumam levar o produto até a casa do freguês. Entre os mais queridos estão exemplos como ifood, Rappi e Glovo. Mas um grupo se uniu para inverter essa lógica e levar o usuário do aplicativo até o estabelecimento. Pelo menos essa é a proposta do Triibo (Android, iOS). A solução permite que seus usuários encontrem lojas e profissionais liberais próximos de sua localização, recebam promoções, participem de um programa de pontos que oferece descontos ou outros tipos de benefícios, e ainda tenham acesso a redes Wi-Fi grátis. “Essas soluções atuais tiram o cliente das lojas. Nossa proposta é o contrário, é criar relacionamento entre as pessoas, principalmente com os estabelecimentos de cercania. Apostamos tudo nisso”, conta Paulo Pinho, CEO do aplicativo.

O app tem como primeiro objetivo conquistar o público jovem que gosta de tecnologia para depois atingir todos os tipos de consumidores que tenham interesse em ter acesso a promoções, independentemente da situação socioeconômica. “A busca por promoção permeia todas as classes”, acredita Pinho.

Campanhas e benefícios

O Triibo funciona a partir de um sistema de pontos. Para cada ação, o usuário ganha um número de pontos. E, quanto mais usufruir dos serviços propostos, mais pontos ganha.

Adicionar uma rede no app vale 10 pontos, por exemplo. Conectar-se a uma rede, dois. Visitar uma loja parceira do app, mais um pontinho. É possível, também, responder a pesquisas realizadas, no momento pelo e para o app. “Queremos disponibilizar o serviço para empresas. Assim, o usuário responderá perguntas sobre uma marca, de satisfação ou de interesses”, explica o CEO.

Os estabelecimentos podem fazer campanhas promocionais e, com elas, os usuários também ganham. Até o momento, existem três tipos delas.

A primeira é a boas vindas. O usuário pode ganhar um prêmio ou um desconto ao ir pela primeira vez ao estabelecimento. O objetivo, lógico, é levar uma nova clientela ao local.

A segunda opção de campanha é o cartão de fidelidade. Como aquelas cartelinhas dadas por restaurantes ou cafeterias do tipo “depois da décima refeição o cliente ganha uma de graça”. No caso, a cartela é virtual e o estabelecimento valida o consumo pelo aplicativo (um carimbo virtual).

A terceira e última opção de campanha é nova. A cada X reais consumidos o cliente ganha Y pontos. Ou seja, se uma pessoa entra numa loja credenciada, valida sua compra no app, ela ganha pontos. O comércio decide quanto ela leva.

Wi-Fi

O app também oferece Wi-Fi gratuito. Há duas formas para o usuário entrar numa rede: a primeira é manualmente. Basta entrar no app e ver a Internet mais próxima e fazer a conexão. Para a segunda forma funcionar, o usuário precisa estar com o app aberto e a localização informada. Neste caso, o app encontrará a rede e vai acessá-la automaticamente.

Quanto ao cadastro das redes, o estabelecimento já inserido no app pode fazer isso. Para tal, ele precisa fornecer login e senha para o Triibo. O usuário também pode cadastrar uma Internet sem fio. Basta ter disponíveis os dados da rede.

Expansão

A start-up começou a testar o conceito da solução em junho de 2017. Colocaram o app na loja para que amigos pudessem testar naquela época e abriram para o público em janeiro deste ano. Como precisam credenciar estabelecimentos, começaram pelas cercanias da própria empresa, que fica no Ibirapuera, Zona Sul de São Paulo. Depois, foram expandindo para regiões próximas, como Avenida Paulista, Consolação, Pinheiros e Itaim Bibi. Atualmente, estão cadastrados 500 tipos de estabelecimentos e profissionais liberais. Mas a ideia é expandir ainda mais não só na capital paulista, mas em outras cidades do Brasil.

“Como temos escritório no Rio de Janeiro, a cidade será nossa próxima praça. Meu plano é que, em maio e junho a gente já comece a cadastrar os estabelecimentos da cidade. Curitiba será a terceira praça porque um dos sócios é de lá. Mas só devemos começar no segundo semestre. No quarto trimestre deste ano, vamos chegar em Belo Horizonte”, estima Pinho.

Modelo de negócios

Atualmente, a start-up cobra via sistema pré-pago. Ele funciona da seguinte forma: o estabelecimento coloca um crédito em sua conta, e esse valor se transforma em pontos. Tudo o que o app trouxer para ele, é debitado em sua conta em pontos. Exemplo: uma loja coloca R$ 100 em sua conta. Esse valor é convertido em 1 mil pontos (hoje, na conversão, R$ 1 vale 10 pontos). A cada promoção feita, o app cobra pontos e retira de sua conta. Caso um cliente vá à loja e valide sua visita no app, a loja terá descontados três pontos, sendo que, desses, um irá para o usuário.

Outra maneira de o app ganhar uma porcentagem nas vendas é quando um cliente compra em uma loja que esteja fazendo uma campanha pelo aplicativo. Se o cliente comprou um produto que estava em promoção, ele vai usar seu cupom de desconto e validar essa compra no app. Ao fazer isso, o aplicativo abate X pontos da conta da loja. Desses, dois vão para o cliente, o resto para a start-up.

“A ideia de ganhar ponto é o que faz a pessoa pensar em usar o app e priorizar o estabelecimento que está na plataforma”, explica Pinho.

Investimento e retorno

Ao todo, Pinho estima que o investimento aplicado na start-up tenha sido de R$ 2,5 milhões, desde o início da jornada, ainda em 2016. Para o CEO, o ponto de equilíbrio deverá chegar apenas em dois ou três anos.

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