Estratégia: SumUp lança campanha na TV, reduz taxa e promete nova máquina

Após crescer 15 vezes em dois no Brasil, a SumUp começa a preparar novos voos. A companhia lançou esta semana uma campanha publicitária em rede nacional de TV. O vídeo é veiculado nos quatro principais canais abertos (Globo, SBT, Record e Band) do País e tem como foco conquistar novos consumidores para a sua máquina de POS.

“Tem um Brasil que não está on-line ou bancarizado. Imagina: um quarto dos nossos clientes não sabia que podiam receber pagamento em cartão”, disse Igor Marchesini, CEO da SumUp Brasil. “Essa campanha para TV é para alcançar o público que ainda não nos conhece. Ela é simples e focada no produto”.

A empresa de pagamentos móveis aproveita a campanha para lançar mais uma máquina de cartão, a SumUp Super, um POS que funciona sem a necessidade de parear com um smartphone. Ela possui entrada para SIMcard, Wi-Fi e Bluetooth. O valor de compra da máquina é de 12 parcelas de R$ 29,90.

Além da ação publicitária na TV, a SumUp prevê expansão no País. Para melhorar sua estrutura interna, a companhia planeja aumentar de 400 para 700 a quantidade de funcionários no Brasil.

Questionado se planeja alguma parceria com operadoras de telefonia para o novo equipamento, Marchesini ressaltou que a relação com as teles é um “grande desafio” para o seu negócio, uma vez que o consumidor sofre se escolher a “operadora errada” (com baixa latência de rede, por exemplo). Ele acredita que um caminho são parcerias com as MVNOs, como a SumUp faz na Europa. Perguntado se existe alguma conversa com as operadoras virtuais, o CEO confirmou que sim. 

Futuro

Marchesini também apresentou uma outra máquina que pretende lançar em breve, a SumUp Register. Ela tem uma estrutura que reúne um tablet (Android ou iOS), uma impressora e a máquina POS. A ideia dos equipamentos unidos em uma mesma estrutura seria para o usuário administrar suas contas ao mesmo tempo que efetua o pagamento. No entanto, o equipamento ainda não tem data de lançamento.

Quando perguntado se planeja colocar Android em seus POS, Marchesini rechaçou a ideia. Para ele, a utilização de seu SDK aberto em plataformas digitais (apps) é um nicho que deve crescer mais adiante. Atualmente há 60 parceiros globais usando o SDK, sendo 10 deles no Brasil, como as start-ups MEIFácil, MarketApp e PDVende.

Clientes

Embora esteja fazendo mudanças que buscam trazer mais crescimento à empresa no Brasil, Marchesini frisou que não deseja perder a essência da companhia: ajudar os pequenos comerciantes: “Meu produto não é para um Pão de Açúcar. É para o consumidor pequeno. O produto da SumUp Brasil é diferente do resto do mundo. Nós criamos a faixa de maquininha por 12 parcelas de R$ 9,90, o que antes não tinha no mercado nacional”. Para chegar a este valor, a SumUp tirou o leitor de tarja do cartão. A comercialização de sua máquina é majoritariamente no online, o cadastro e o atendimento são 100% digitais.

Taxas

Outra novidade da SumUp é a redução da taxa para 1% por transação no débito e no crédito durante três meses. Essa queda é aplicada para clientes novos. As taxas normalmente aplicadas pela empresa variam de 2,3% (débito) a 4,6% (crédito à vista). “Vai custar um pouco para nós? Sim. Mas a gente educa a população a usar e aceitar um cartão, a ser bancarizada. É uma proposta de valor”, disse o executivo.

Mercado

O CEO da SumUp também foi questionado nesta quarta-feira, 21, sobre sua visão sobre o mercado financeiro nacional, em especial sobre a agenda positiva proposta pela Abecs na última semana. Para ele, a agenda é uma proposta em evolução. Igor Marchesini vê o aumento da parcela sem juros de 12 para 24 vezes como uma boa iniciativa. Por outro lado, ele acredita que, embora empolgado com os pagamentos P2P (pessoa a pessoa), este meio de pagamento só dará certo quando os bancos abrirem as APIs.

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