Gestão: Vivendi perde disputa para irmãos Guillemot e vende sua parte da Ubisoft

A disputa entre a Vivendi e a família Guillemot pela Ubisoft chegou ao fim com um gosto amargo para Vivendi. O conglomerado de mídia francês concordou em vender sua parte no negócio de vídeo game para a também francesa Ubisoft, o que significa 27,2% das ações da Ubisoft, por 2 bilhões de euros, ou 66 euros por papel.

Após dois anos de disputa, o resultado é visto como um revés para a empresa dirigida pelo presidente Vicente Bollore. O executivo via nos games um importante pilar de crescimento, junto com seus outros negócios: operadora de telefonia, canal de TV, publicidade e música.

Mesmo com a venda de sua parte na Ubisoft, a Vivendi continuará no negócio de jogos eletrônicos, uma vez que manteve a Gameloft, empresa de mobile game que também foi fundada pela família Guillemot, porém bem menor que a Ubisoft. Lembrando que a Vivendi investiu 794 milhões de euros ao comprar sua parcela da desenvolvedora de games, três anos atrás.

O revés é ainda maior para a gigante empresa de mídia francesa. Os títulos mais populares em mobile e desktops (“Assassin’s Creed”, “Just Dance”, “Watch Dance” e os jogos da franquia Tom Clancy) estão sob licença da Ubisoft. Para complicar, as ações da Ubisoft que estavam em mãos da Vivendi foram compradas pela Ubisoft, porém a compra foi financiada pela Ontario Teachers Public Equities e a chinesa Tencent. Como parte do acordo, os principais títulos da Ubisoft (em mobile e PC) serão operados, publicados e promovidos pela Tencent. Um mercado que tem mais de 500 milhões de jogadores, de acordo com pesquisa da New Zoo.

Com os chineses, o acordo inclui ainda uma recompra das ações da Ubisoft por parte dos irmãos Guillemot, compra de ações da Guillemot Brothers e a aceleração do bookbuilding com investidores institucionais. Por sua vez, a Vivendi não pode fazer uma proposta de compra das ações da Ubisoft nos próximos cinco anos.

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