Pagamentos móveis: Oki Brasil aposta em biometria e na integração entre smartphones e caixas eletrônicos

Mobile e biometria são algumas das tendências no setor financeiro nos últimos anos. Não é diferente com a OKI, que vem pesquisando essas tecnologias desde 2000 e que agora começa a implementá-las em suas soluções para caixas eletrônicos.

“As soluções de biometria ainda engatinham. Mas vejo que o smartphone vai ser um instrumento de pagamento. Dinheiro digital, carteira, tudo estará nele”, afirma João Lo Ré, gerente executivo de planejamento, vendas e análise de mercado da OKI Brasil. “Por exemplo, a evolução das câmeras e do processamento nos devices melhorou tanto que estamos falando em reconhecimento facial como bola da vez, ao lado da impressão digital”.

Assim como Mark Nelsen, vice-presidente global de riscos da Visa, Lo Ré acredita que as empresas precisam começar a pensar na segunda camada de biometria para evitar os fraudadores, cada vez mais sofisticados. No entanto, o executivo brasileiro destaca a necessidade de uma “biometria mãe” para entender o indivíduo, gerir sua identidade e ser um instrumento de autorização: a leitura de digitais.

“O fingerprint (na tradução para o português ‘impressão digital’) atende bem e é muito bem estruturada. As polícias do mundo todo usam essa tecnologia há anos. Além disso, ela tem interoperabilidade”, diz o diretor. “A partir disso posso adicionar reconhecimento biométrico com selfie, íris etc”. Outro ponto que o executivo da OKI ressalta são as etapas de segurança que precisam ser percorridas. Para ele, o setor precisa conversar mais sobre padronizações de biometria. Segundo ele, as empresas de cartões de crédito estão mais avançadas nesse processo.

Caminhos até a adoção

Recentemente, durante o Ciab-Febraban 2017, a OKI apresentou as tecnologias de caixa eletrônico com biometria facial; biometria para canais móveis; integração de canais móveis com máquina de autoatendimento por NFC para finalizar funções feitas no smartphone no terminal; e até projeção facial 3D com câmera especial com sensores infravermelhos. Essas tecnologias já estão disponíveis para os bancos.

Reciclando dinheiro

O gerente explica que o uso de outras tecnologias como QR Code está no radar. Contudo, além do caminho da comodidade ligando smartphones aos terminais de pagamento por biometria, reconhecimento de imagens ou sensores NFC, a OKI ainda aposta nas máquinas recicladoras de dinheiro. Essas estações de autoatendimento, que podem ser integradas aos canais móveis com biometria, permitem a reutilização de dinheiro depositado, algo que pode trazer uma redução de 40% de dinheiro circulando em uma rede com 50% das ATMs recicladoras.

No Brasil, apenas 1% dos 185 mil caixas são recicladores de dinheiro. O executivo usa o mercado japonês como exemplo para demonstrar o potencial de crescimento dessa solução. Lá quase a totalidade das máquinas em agências bancárias (190 mil) são recicladoras. Além disso, a entrada dessas máquinas aumenta a possibilidade de instalação de ATMs em locais públicos de grande fluxo de pessoas, como condomínios e lojas de conveniência. No Japão, a quantidade dos terminais de atendimento em lojas de conveniência já passa dos 50 mil.

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