Serviços móveis: Base brasileira de telefonia móvel fica estável em junho

A telefonia móvel ficou com a base praticamente estável em junho, mas o grande destaque do mercado brasileiro continua sendo a expansão do LTE, em linha com a estratégia das teles de investir na tecnologia. De acordo com dados da Anatel divulgados nesta terça-feira, 25, a quarta geração aumentou 5,54%, ou 4,226 milhões de adições líquidas somente em um mês, e totalizou 80,56 milhões de acessos.

Assim, em 12 meses, a base 4G já adicionou mais linhas (40,858 milhões, ou 102,91%) do que toda a base 2G atual. Somente no primeiro semestre, foram 15,743 milhões de adições líquidas, ou 24,29% de crescimento. O crescimento é natural também pelo fato de que a maior parte dos dispositivos hoje já é 4G.

Na divisão por grupos, a Vivo continua liderando em LTE, embora com queda de 0.03 ponto percentual (p.p.) em market share, ficando com 34,59% do mercado, ou 27,862 milhões de acessos. Foi a empresa que mais adicionou linhas no mês, com 1,096 milhão a mais (4,10% de crescimento), enquanto no ano soma 13,486 milhões de adições líquidas (93,81%). A TIM, por outro lado, reduziu em 0.02 p.p. seu market share, ficando com 27,80% em junho. Eram 22,398 milhões de linhas, um crescimento de 4,14% no mês e de 100,43% no ano.

Vale ressaltar o avanço da Claro, que proporcionalmente foi o maior no mês (5,38%) e no ano (127,34%), contando agora com 17,277 milhões de conexões 4G e 21,45% do mercado. A Oi avançou 3,42% e 14,85% no mês e no ano, e agora soma 11,966 milhões de acessos e 14,85% do mercado. Já a Nextel apresentou sua quarta queda seguida em base LTE, totalizando 1,054 milhão de linhas, redução de 1,21% no mês, embora em 12 meses ainda registre aumento de 1,31%.

A única tecnologia fora o LTE a apresentar crescimento foi a de máquina-a-máquina (M2M). No M2M Especial, sem interação humana, houve avanço de 1,50%, total de 6,244 milhões de acessos. Em M2M Padrão, ou seja, máquinas de POS e demais equipamentos, o avanço foi de 1,28%, total de 7,485 milhões de linhas.

Quedas

Enquanto LTE e M2M cresciam, as demais tecnologias apresentaram queda, fazendo com que a base total brasileira tenha ficado praticamente estável em junho. Foram apenas 2,3 mil desconexões no mês, totalizando 242,115 milhões de conexões. No ano, contudo, a queda é de 11,291 milhões de linhas (4,46% de redução).

De longe, a tecnologia com maior quantidade de desligamentos no mês foi a 3G, com 3,267 milhões de desconexões (variação de 3,04% no mês) e total de 104,077 milhões de linhas. No ano, a queda já é de 24,97%. Mantendo esse ritmo, a tecnologia cairá para abaixo dos 100 milhões de conexões já em agosto.

As três maiores no segmento, Claro (32,04% de mercado), Vivo (24,13%) e TIM (23,37%), tiveram mais de 700 mil desconexões no mês. A base das empresas respectivamente é de 33,345 milhões, 25,113 milhões e 24,326 milhões de acessos. A Oi reduziu menos (231,3 mil desconexões) e fechou junho com 18,562 milhões de linhas 3G. As únicas duas operadoras a mostrar crescimento em 3G foram Algar (0,40%) e Nextel (0,77%), ambas com base de pouco mais de 1 milhão de acessos.

Apesar de cair menos que o WCDMA, a tecnologia 2G continuou a apresentar redução em junho: 995,6 mil desconexões, ou 2,43% de queda. Agora, a base GSM conta com 40 milhões de acessos, ou 31,15% abaixo do registrado em junho de 2016.

Pré e Pós

Ainda em ritmo lento, a base pós-paga subiu 0.22 p.p. e agora é 33,84% do total do mercado brasileiro, ou 81,927 milhões de acessos. Em um ano, o avanço já é de 9,75%. Como contrapartida, a pré-paga caiu os mesmos 0.22 p.p. e agora é 66,16% do total do mercado no País, ou 160,188 milhões – pouco menos do que o dobro da outra modalidade. Em 12 meses, a queda é de 10,39%.

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