Mensageria: Telegram adere a CDN, mas com criptografia

O Telegram aderiu à arquitetura de CDNs (Content Delivery Networks), redes de distribuição de conteúdo, ao redor do mundo. O objetivo é aumentar a velocidade de acesso a vídeos compartilhados pelos seus usuários dentro de canais massivos, aqueles com mais de 100 mil pessoas.

Uma rede de distribuição de conteúdo consiste em diversos pontos de armazenamento de dados localizados mais perto do usuário final. Assim, em vez de os dados trafegarem uma longa distância de um servidor (que pode estar em outro continente) até o smartphone do usuário, eles partem do ponto mais próximo que houver na rede CDN. O conteúdo armazenado é dinâmico: está constantemente sendo substituído, de forma automática, conforme a demanda dos usuários. Por exemplo: um novo videoclipe de um artista famoso seria automaticamente gravado em vários pontos da CDN para acesso mais rápido logo depois do seu lançamento, assim que o sistema que gere a rede identificasse o crescimento da sua popularidade.

A CDN não pertence ao Telegram, mas a terceiros. Para garantir a segurança do tráfego dos dados, o Telegram está usando criptografia na rede CDN. Assim, se por acaso a rede for invadida, os hackers não têm acesso ao conteúdo, pois a chave de criptografia está no aplicativo do Telegram, dentro dos smartphones dos usuários. Cabe destacar que somente conteúdos públicos, de canais massivos, usarão o armazenamento da CDN, jamais conteúdo privado trocado diretamente entre usuários.

A expectativa é de que a velocidade de download aumente sensivelmente com a adoção de CDN. A empresa cita especificamente os mercados da América do Sul, Turquia, Índia, Indonésia, Irã e Iraque como os principais beneficiários da novidade em sua arquitetura de rede.

Mensageria: Telegram adere a CDN, mas com criptografia