Comércio móvel: Executivos do varejo querem aumentar a conversão no mobile

A taxa de conversão no comércio eletrônico e mobile, quando o usuário começa a pesquisa e consegue finalizar a compra, ainda é um dos grandes problemas para os varejistas nacionais. De acordo com e-Bit, as compras por meio de dispositivos móveis representam 21,5% do e-commerce nacional e devem chegar a 32% até o final de 2017. Mas levar o usuário até a finalização da compra ainda é um desafio.

“Acreditamos que a taxa vai crescer no mobile quando nós varejistas construirmos de fato um site para mobile. Apesar de melhorias nos apps, eles ainda refletem muito o desktop” disse Gilberto Pereira, diretor comercial de tecnologia da Via Varejo. “A compra no desktop e no mobile são diferentes. O entendimento do consumidor é diferente. A conversão vai acontecer, mas não tem fórmula mágica. O varejista precisa melhorar a experiência do usuário no app. Caso contrário, não teremos uma revolução”.

O tema foi abordado por outro executivo do setor, Fabio Gabaldo, diretor comercial de tecnologia do Magazine Luiza, durante o Smartphone Congress em São Paulo, nesta quarta-feira, 19. Em sua visão, o próprio aplicativo é uma maneira de aumentar a conversão, pois o cliente já entra no app com intuito de comprar. Além disso, eles apostam em novas funcionalidades, como compra rápida com botão one-click-buy e compra no app ou site mobile com retirada no balcão.

Omnichannel

Os executivos do segmento apostam em outras modalidades para crescerem no Brasil. Beni Harari, diretor comercial da Allied, acredita que o omnichannel acontece aos poucos no Brasil. No entanto, ressalta que outros meios de compra como shoppings e PCs não devem ser abandonados pelos lojistas. A visão é compartilhada pelo diretor da Via Varejo. Para ele a experiência do usuário é o mais importante.

Serviços no varejo

Outro meio que os varejistas defendem como forma para lucrar mais e entregar uma melhor experiência para os usuários é a venda de serviço de valor agregado para o consumidor, como seguros e proteção contra roubo de celulares, tablets e smartphones. “Essa é uma realidade. A venda de serviços. No pós-venda tem muita coisa que vai ser implementada”, disse Pereira.

“A maneira certa é entender o consumidor. Nós temos procurado buscar envolver mais serviços de valor na jornada do consumidor. Apesar do crescimento do online, mas a conversão é maior no físico. Essa experiência é fundamental”, completou Gabaldo.

Inclusão digital

Os executivos levantaram o tema do varejo como forma de inclusão digital. Hariri pontuou que, mesmo com a crise econômica que assola o País, o tíquete médio de compra de smartphones no Brasil está próximo dos R$ 1 mil. Estima que esse valor deve chegar a R$ 1,5 mil até 2020. Mas para chegar nesse patamar, ele visualiza que o tratamento nas lojas deve ser focado em um perfil “mais consultivo e direto”.

Gabaldo, do Magazine Luiza, concorda: “O varejo deve ser mais consultivo e ir além da venda do aparelho. O papel do varejo deve ser educativo sobre quais apps pode usar para impactar seu cotidiano. Ao promover crédito, vender dispositivos e ensinar o uso deles, nós queremos ser um agente de inclusão digital”.

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