Gestão: CEO da Uber é afastado da empresa por três meses

O Conselho da Uber decidiu afastar em votação unânime Travis Kalinick do comando da empresa no último domingo, 11. Três fontes ligadas ao board revelaram ao The New York Times que o CEO ficará longe do dia a dia da companhia durante três meses. A votação levou em conta as recomendações do relatório feito pelo ex-secretário de Justiça dos Estados Unidos, Eric Holder, para analisar as condutas da start-up. Além da baixa com Kalinick, o vice-presidente sênior da empresa e um dos principais aliados do CEO, Emil Michael, deve ser convidado a sair da companhia.

A Uber vem passando por um turbilhão de más notícias nos últimos meses, o que vem minando sua imagem, como denúncias de assédio sexual dentro da companhia – que resultou na demissão de 20 pessoas –, e uma briga de Kalinick com um motorista pela taxa cobrada sobre cada corrida, cujo vídeo vazou na web. Além disso, o próprio NYT denunciou um programa que teria sido usado para motoristas evitarem a polícia em cidades onde o app não está regularizado. Isso sem falar na acusação do Google de que sua tecnologia de carro autônomo teria sido roubada pelo engenheiro líder do projeto na Uber, Anthony Lewandowski.

Outro agravante é o fato de Travis Kalinick, que trabalha na Uber desde 2009, ter passado por uma tragédia pessoal recentemente. Sua mãe morreu em um acidente de barco no mês passado. Por esse motivo e todos os outros listados até aqui, o executivo já cogitava tirar um licença da start-up.  Procurada pelo jornal norte-americano, a Uber preferiu não se posicionar.

Gestão: CEO da Uber é afastado da empresa por três meses