Serviços móveis: Operadoras móveis vão faturar US$ 1,14 trilhão em 2020

Em 2020 as operadoras móveis terão uma receita mundial de US$ 1,14 trilhão, prevê a GSMA. Em 2016, faturaram US$ 1,05 trilhão. Em quatro anos, o crescimento será de 8,5% – ou 2,1% em média por ano. O capex das teles no mesmo período será de US$ 700 bilhões, puxado pelo investimento nas primeiras redes de quinta geração (5G).

A melhora no faturamento está diretamente ligada ao crescente uso de Internet movel, puxado, por sua vez, pelo aumento da base de smartphones e da tecnologia 4G. A proporção de smartphones sobre a base mundial de celulares passará de 51% para 65% em quatro anos. A expectativa é de que entre 2016 e 2020, a base mundial de smartphones saltará de 3,8 bilhões para 5,7 bilhões, com a Ásia puxando a maior parte desse aumento. Paralelamente, crescerá o share de terminais 4G. Em 2016 essa tecnologia respondia por 23% dos aparelhos celulares no mundo e em 2020 será 41%. No mesmo período, o 3G se manterá estável, com 32% de share, e a participação do 2G cairá de 45% para 27%. Os dados fazem parte de relatório da GSMA.

Economia

A contribuição da indústria móvel para o PIB mundial subirá de US$ 3,3 trilhões em 2016 para US$ 4,2 trilhões em 2020. Em termos percentuais, passará de 4,4% do PIB mundial para 4,9%. Neste cálculo está incluído não apenas a riqueza gerada pelas teles, mas também das empresas ao seu redor, como as fabricantes de infraestrutura de rede, de aparelhos celulares e desenvolvedores de apps móveis.

A indústria móvel era responsável em 2016, direta e indiretamente, por 28,5 milhões de empregos no mundo. Esse número subirá para 30,9 milhões em 2020, de acordo com a GSMA.

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