Balanço financeiro: Nextel tem queda na receita em 2016

A receita da Nextel Brasil totalizou US$ 963,1 milhões no ano passado, um recuo de 15,87% em relação a 2015, de acordo com balanço financeiro da empresa divulgado nesta quinta-feira, 9. Considerando somente os serviços 3G e 4G, entretanto, a Nextel obteve aumento de 7% na receita no trimestre, com R$ 604,7 milhões, de acordo com comunicado à imprensa. No ano, o aumento foi de 24%, totalizando R$ 2,371 bilhões.

O resultado operacional ajustado antes de depreciação e amortização (OIBDA) foi de US$ 59,1 mil, contra um OIBDA negativo de US$ 91,1 mil no ano anterior. A companhia afirma ainda ter reduzido as despesas: 17% no trimestre (total de R$ 793,1 milhões) e 24% no ano (total de R$ 3,220 bilhões).

As receitas operacionais de serviço no trimestre da controladora Nii Holdings foram de US$ 248,4 milhões, um aumento de 1,47%. As receitas operacionais de serviço no ano passado totalizaram US$ 985 milhões, uma redução de 18,8%. O prejuízo operacional foi reduzido em 30,21% no trimestre, ficando em US$ 57,3 milhões. No ano, o prejuízo foi de US$ 1,526 bilhão, contra US$ 463,6 milhões em 2015.

Nos três últimos meses de 2016, o resultado negativo foi reduzido em 3,28% e ficou em US$ 88,5 milhões. No acumulado do ano, entretanto, foi de US$ 1,553 bilhão, contra um resultado líquido de US$ 1,459 bilhão no ano anterior.

Em comunicado, o CEO da Nii, Steve Shindler, destacou que o ano foi difícil no Brasil, mas que a companhia efetuou “progresso significativo” no turnaround dos negócios com a melhoria nas tendências em 3G e avanço no ARPU. “Entrando em 2017, estamos focados em melhorar as operações 3G enquanto gerenciamos o declínio do negócio iDEN. Ao mesmo tempo, estamos ativamente explorando opções estratégicas para proporcionar recursos para financiamento que nos permita cumprir nossas obrigações futuras e crescer nossos negócios ou encontrar um comprador para a nossa companhia”, declara.

Operacional

A base da Nextel no Brasil era composta de 822,7 mil acessos iDEN (queda de 46,99%), enquanto a de 3G e 4G era de 2,815 milhões (aumento de 2,57%). A companhia afirma que migrou 29,3 mil acessos iDEN para as novas tecnologias, uma redução de 62,68% em relação ao apresentado em 2015. A receita média por usuário (ARPU) aumentou R$ 4 e ficou em R$ 20 ao final do ano passado. O churn total é de 3,65% (contra 3,74% no ano anterior).

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