SMS: 27 teles e fabricantes aderem ao padrão RCS de mensagens de texto com o Google

O Google anunciou que conta agora com 27 parceiros comprometidos com a adoção do padrão RCS de mensagens de textos, que consiste em uma evolução do serviço de SMS, agora com características multimídia, deixando-o mais parecido com aplicativos over the top (OTT) de mensageria, como WhatsApp. Além das operadoras Sprint, Rogers e Telenor, que já haviam sido divulgadas, agora se juntaram ao grupo as europeias Orange, Vodafone e Deustche Telekom.  Essas operadoras e suas subsidiárias somam mais de 1 bilhão de usuários móveis no mundo. Todas vão usar a plataforma Jibe RCS, fornecida pelo Google. Entre os fabricantes que aderiram, a lista inclui LG, Motorola, Sony, HTC, ZTE, Micromax, HMD Global (responsável pela fabricação com a marca Nokia), Kyocera, MyPhone, Qmobile, Symphony, Wiko, LeEco, Lava, Lanix, General Mobile, Fly, Condor, Cherry Mobile, BQ e Archos.

O Android Messages, aplicativo do Google para gerenciamento de mensagens em RCS, antigamente chamado Messenger for Android, passará a ser o app oficial de SMS dessas operadoras, vindo embarcado nos aparelhos vendidos por elas. Da mesma forma, os fabricantes parceiros também vão incluir o Android Messages em seus aparelhos direto na fábrica. Ou seja, os usuários não precisarão baixar o app para utilizá-lo.

Paralelamente, o Google criou um programa para acesso prévio a uma plataforma empresarial de disparo de mensagens de RCS, do qual vai participar pelo menos uma marca brasileira: a Porto Seguro, ao lado de Virgin Trains, Walgreens, Amber Alert Europe, Baskin-Robbins, Blablacar, FICO, Gamestop, G2A.com, IHG, LexisNexis, Risk Solutions, Naturas, Papa Murphy’s, Philips, Sky, Sonic, Drive-in, Subway e Time INC. Entre os integradores que participam do projeto para o disparo das mensagens consta a brasileira Movile, ao lado de 3C, CLX, Experian Marketing Services, messageBird, mGage, Mobivitye Vonage, OpenMarket, Waterfall e Zipwhip.

Análise

O padrão RCS transforma a experiência do SMS em algo próximo àquela dos apps de mensageria over the top. Além da troca de texto, os usuários podem enviar e receber imagens, vídeos etc. Para as operadoras, é uma arma importante na tentativa de voltar a ter o controle sobre esse tipo de comunicação. Para o usuário e para marcas, a grande vantagem é que o SMS é universal: qualquer pessoa com um aparelho GSM é capaz de receber e enviar mensagens, ao contrário de WhatsApp e afins, que dependem de haver um smartphone com o app instalado.

A dúvida, contudo, fica no modelo de negócios. No SMS as teles podem cobrar por mensagem. O problema é que os usuários se acostumaram a não pagar pela troca de mensagens dentro de apps OTT – quando estão em redes WiFi nem sequer gastam sua franquia de dados com a operadora móvel. Será qua a universalidade do SMS será suficiente para convencer as pessoas a usar o RCS? As teles precisam criar ofertas que sejam atraentes em termos de preço, senão o RCS corre o risco de não deslanchar, pelo menos nas mensagens entre usuários.

Já no caso de mensagens enviadas por marcas para consumidores, o RCS cai como uma luva para finalmente conseguirem realizar uma comunicação multimídia, em vez de apenas mensagens de texto. E para as marcas esse caráter universal da plataforma é fundamental, para poderem conversar com qualquer consumidor, independentemente do seu aparelho.

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