Demissões: ZTE demite 3 mil funcionários no mundo; Brasil escapa do corte

A ZTE vai cortar 3 mil postos de trabalho, sendo a maioria na China. As demissões representam uma redução de 5% do total de posições da empresa no mundo, que possui hoje 60 mil empregados, mas não afetará o mercado brasileiro.

Pessoas familiarzadas com o tema explicaram a Mobile Time que a companhia chinesa passa por um “processo de reestruturação” após a chegada do novo CEO, Zhao Xianming. Ele substituiu Shi Lirong, executivo que estava no comando da empresa desde 2010. Ainda assim, os cortes da ZTE não são encarados “como enxugamento” da empresa, mas como uma “adequação” de sua estrutura, informa uma fonte.

Vale frisar que a fornecedora de equipamentos de rede e fabricante de celulares passa por sanções comerciais dos Estados Unidos por ter vendido peças ao Irã. Para os sites de notícias internacionais, isso pode ter influenciado nas demissões.

Atualmente, a companhia é a única chinesa om grande participação no mercado norte-americano de smartphones. Com 10% de market share, a ZTE ocupa a quarta posição nos EUA, segundo relatório recente da IDC.

ZTE no Brasil

Embora tenha cortado 600 funcionários da divisão mobile ao redor do mundo e tenha recomeçado sua operação no Brasil em 2016, a ZTE informou que não haverá demissões no Brasil. Em nota enviada a este noticiário, a empresa explica: “A ZTE está constantemente buscando profissionais capacitados para integrar a sua equipe globalmente. A reestruturação global não terá impacto no Brasil e a empresa segue seu investimento no País, tanto do ponto de vista de profissionais, quanto na sua oferta de tecnologias para o País”.

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