Inteligência artificial: Entre 15% e 20% das pesquisas no Instituto Eldorado envolvem inteligência artificial

Pouco a pouco, o uso de inteligência artificial se espalha pelas pesquisas de tecnologia das mais diversas áreas do conhecimento. No Instituto Eldorado, atualmente entre 15% e 20% dos cerca de 50 projetos de pesquisa em andamento envolvem de alguma maneira inteligência artificial, informa a gerente de pesquisa e desenvolvimento da entidade, Marcia Santos. O Instituto Eldorado conta com uma área de aprendizado de máquinas e outra de analytics e big data, além de especialistas em sistemas de reconhecimento de imagens e padrões.

Santos cita como exemplo uma pesquisa recente para identificação de Alzheimer com base em imagens de ressonância magnética. Elas eram comparadas com um banco de imagens das quais já se sabia o diagnóstico preciso. Com técnicas de deep learning, o sistema foi sendo aperfeiçoado para conseguir identificar cada vez com mais precisão a probabilidade de o paciente ter Alzheimer, chegando a um grau de 92% de acerto.

“Às vezes o retorno do investimento (em projetos de inteligência artificial) não é imediato. Demora um tempo porque tem todo o processo de aprendizado do sistema. Mas depois se paga”, comenta. Santos entende que há uma tendência no Brasil, assim como no mundo todo, de utilização de inteligência artificial em pesquisas científicas. Ela acredita que o Brasil tem potencial para desempenhar um papel importante nessa área, pois conta com pesquisadores capacitados para tal. A maior barreira, contudo, é a falta de verba para pesquisas. “Há muitas pesquisas de qualidade sobre inteligência artificial sendo feitas nas universidades brasileiras. Não tenho dúvidas de que temos muitos doutores capacitados para liderar isso. O problema é o quanto se tem disponível para investir nesses projetos”, comenta.

Chatbots

O Instituto Eldorado também tem explorado o tema dos chatbots. Em parceria com a Microsoft, criou um chatbot para o seu blog. A respeito do desenvolvimento interno ou não de um motor de processamento de linguagem natural, o consultor tecnológico do Instituto Eldorado Adriano Alvarez responde: “Em termos de time to market, é melhor usar o que há no mercado. Mas em alguns casos é necessário ter um desenvolvimento customizado.” Ele ressalta também a importância de o chatbot analisar o sentimento do consumidor e considerar as diferenças culturais. “Quando se trata de linguagem, é diferente a forma como um norte-americano se expressa e aquela como um brasileiro o faz”, comenta. Ou seja, uma frase que poderia ser considerada rude ou inapropriada em uma conversa com um americano pode não ser para um brasileiro e vice-versa.

Inteligência artificial: Entre 15% e 20% das pesquisas no Instituto Eldorado envolvem inteligência artificial