AgroTech: AgroSmart: start-up brasileira de IoT no campo quer chegar a 400 mil hectares conectados

A AgroSmart, start-up do segmento de agricultura digital, espera chegar a 400 mil hectares cadastrados para sua plataforma em 2017. Atualmente, a empresa possui 100 mil hectares, sendo 50 mil apenas do serviço de irrigação, o mais procurado pelos fazendeiros. O plano mais barato de assinatura é de R$ 30 por hectare e o mais caro, R$ 100.

A companhia, situada em Campinas, cidade a 83 km de São Paulo, atua com instalação de sensores e outros componentes de Internet das Coisas (IoT) em sítios ou fazendas. Os equipamentos auxiliam principalmente sistemas de irrigação automatizada e de meteorologia por superlocalização (previsão do tempo para um perímetro específico). A solução é vendida por hectare.

“A gente nasceu como uma empresa de hardware com a ideia de oferecer tecnologias para a agricultura. E vimos uma lacuna neste mercado que a gente podia atacar”, diz Raphael Pizzi, um dos fundadores da start-up. “O principal produto que vendemos é o de irrigação, pois o agricultor não tinha essa ferramenta autônoma. Antes, ele fazia no ‘bico da bota’ – como dizem os trabalhadores de fazenda, sobre fazer a medição mexendo no solo – ou com um consultor agrônomo”. 

Como funciona

O sistema automatizado de irrigação funciona em três etapas. Na primeira, uma estação meteorológica é instalada na fazenda com sensores de solo – até 14 por local – que medem dados como temperatura, umidade e nível pluviométrico. Em seguida, os dados são transmitidos via rede Mesh/GSM, ou através de rádio ou satélite, para o servidor da AgroSmart. Por fim, a star-up analisa os dados e informa o responsável da fazenda sobre o melhor momento para fazer as irrigações.

“O agricultor recebe por aplicativo web – pode ser no computador, smartphone ou tablet. Em alguns casos podemos enviar o SMS para a pessoa que liga diretamente o irrigador”, afirmou Pizzi, que esteve nesta semana palestrando no IoT Business Forum.

Estrutura da empresa

Com 18 pessoas na equipe, a AgroSmart possui engenheiros agrônomos, meteorologistas, sócios e um time de 30 vendedores terceirizados que atuam em todo Brasil. No final de 2015, a companhia recebeu aceleração do programa Google Launchpad, o que, segundo o empreendedor, ajudou a melhorar o produto na usabilidade, interface e experiência do usuário. Eles receberam recentemente um investimento da SP Ventures, que estipulou a meta dos 400 mil hectares. Para 2017, Pizzi afirma que sua empresa deve se preparar para uma segunda rodada de investimentos.

AgroTech: AgroSmart: start-up brasileira de IoT no campo quer chegar a 400 mil hectares conectados