Internet das Coisas: Padronização, segurança e bateria: as razões para a escolha de NB-IoT e LTE-M pela Oi

A Oi inaugurou recentemente um laboratório no Rio de Janeiro em parceria com a Nokia para testar equipamentos e soluções de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) que utilizem os padrões NB-IoT e LTE-M. A principal razão para a escolha dessas duas tecnologias é que elas utilizam faixas de espectro hoje controladas pela operadora com suas redes 2G e 4G, respectivamente. E ambas são homologadas pelo 3GPP. Mas essa não é a única razão. O diretor de tecnologia e plataformas da Oi, Mauro Fukuda, cita vantagens relacionadas à segurança e à duração da bateria.

Por serem tecnologias do 3GPP, as duas já trazem criptografia embutida. “A segurança é um ponto extremamente crítico em IoT. É um dos pilares fundamentais. É preciso ter cuidado no acesso ao device, na comunicação, na privacidade, no armazenamento dos dados. No laboratório conseguiremos verificar a segurança do device, dos dados trafegados e da aplicação em si”, comenta.

Além disso, a padronização pelo 3GPP facilita a integração com o restante da rede da Oi, diminuindo a necessidade de troca de sinalização, o que tende a aumentar a duração da bateria. Na opinião do executivo, equipamentos de IoT precisam ter bateria com vida útil de pelo menos dez anos em alguns casos, como sensores de estacionamento enterrados no solo, por exemplo.

Fukuda espera que a NB-IoT seja usada para aplicações estáticas, enquanto o LTE-M será dedicado àquelas que exigem mobilidade, como carros conectados.

A Oi tem hoje 1,246 milhão de linhas em serviço para aplicações de comunicação entre máquinas (M2M), especialmente para POS, rastreamento veicular e telemetria. A grande maioria está conectada à sua rede 2G. A Oi ainda estuda a possibilidade de aproveitar parte do espectro do 2G para redes 4G.

Laboratório

Está se tornando uma tendência entre teles do mundo inteiro a abertura de laboratórios de IoT em parceria com fornecedores. A Vodafone na Europa, por exemplo, fez o mesmo com a Huawei este ano. Fukuda comentou essa movimentação: “As operadoras estão buscando parcerias para construir ecossistemas. Existe uma preocupação muito grande em relação à certificação de devices ligados à rede. E um laboratório é fundamental para garantir que os aparelhos vão funcionar plenamente, sem causar problemas. Também ajuda a aproximar a operadora de novos parceiros de negócios”.

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