OTTs: Operadora russa MTS aposta em apps para enfrentar OTTs

A operadora russa MTS acredita que seja possível enfrentar a competição dos serviços over the top (OTTs) criando os seus próprios aplicativos de serviços. A empresa tem atualmente um portfólio com 15 títulos, incluindo streaming de música (MTS Music); TV everywhere (MTS TV), integrado ao seu serviço de TV por assinatura; backup (MTS Second memory); segurança residencial (MTS Smart Home); dentre outros. Juntos, somam 6 milhões de usuários ativos mensais (MAUs, na sigla em inglês). E a projeção é alcançar 9 milhões no segundo trimestre do ano que vem, revelou Kirill Dmitriev, diretor de vendas da operadora, durante o 4G/5G Summit, evento realizado pela Qualcomm esta semana em Hong Kong.

O executivo apresentou os números dos seus concorrentes: o Facebook tem 10 milhões de MAUs na base da MTS; o WhatsApp, 12 milhões; a Yandex, 17 milhões; e o YouTube, 17 milhões. “Dá para lutar contra eles. Não estamos muito atrás”, disse Dmitriev.

Em conversa com MOBILE TIME, o diretor da MTS destacou como principal vantagem da operadora o fato de poder oferecer tráfego gratuito em alguns dos serviços. Isso é feito, por exemplo, no caso do MTS Music, de streaming de música. “Temos mais usuários que a Apple Music na Rússia”, comparou orgulhoso.

O app da operadora com a maior base de clientes, contudo, não é um gerador de receita. Trata-se do MyMTS, um serviço de autoatendimento – similar a MeuVivo, Minha Oi etc. Lançado em janeiro deste ano, ele vem aumentando a sua base rapidamente. Dentro do MyMTS o usuário pode checar seu saldo, contratar serviços e baixar outros aplicativos da operadora.

Brasil e Rússia

Como se vê, a estratégia da MTS é similar àquela das operadoras nacionais. Os serviços oferecidos como apps, inclusive, são muito parecidos (segurança, backup, streaming de música, streaming de vídeo).

O mercado russo lembra bastante o brasileiro também no que diz respeito ao seu tamanho e perfil de consumo do usuário. A MTS tem 78 milhões de assinantes dos quais 85% são pré-pagos. A receita média por usuário (ARPU) é baixa e Dmitrieve gosta de medi-la em xícaras de café. A ARPU de um usuário com linha 2G equivale, em dólares, ao preço de um café expresso. Aquele com um terminal 3G gasta por mês com telefonia o equivalente a um copo pequeno da Starbucks. E aquele com 4G, dois copos.

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