Comportamento: Pesquisa revela a fragilidade de senhas definidas por consumidores

A vida digital trouxe novos desafios para o nosso cotidiano. Um deles é decorar a infinidade de senhas para os serviços que acessamos online, seja no desktop ou no celular. Não raro, por comodidade, as pessoas preferem repetir senhas, embora seja uma atitudade arriscada. Uma pesquisa encomendada pela LastPass, empresa que oferece um serviço de gerenciamento de senhas, procurou entender um pouco mais sobre o comportamento dos consumidores na hora de definir as suas senhas.

Foram entrevistados ao longo de maio deste ano 2 mil adultos de diversas partes do mundo e que têm pelo menos uma conta online. 91% deles disseram ter consciência do risco de repetir senhas. E 61% reconhecem que as repetem. Ou seja, mais da metade se arrisca deliberadamente.

Entretanto, dependendo do serviço, os usuários são mais ou menos cuidadosos, criando senhas mais ou menos fortes, e eventualmente exclusivas. 69% disseram que escolhem senhas mais fortes quando se trata de serviços financeiros. Para serviços do varejo, o percentual cai para 43%. Em seguida vêm redes sociais (31%) e entretenimento (20%).

Senhas fortes são aquelas que misturam letras maiúsculas e minúsculas, números e símbolos. O problema é quando o usuário resolve misturar palavras e números que fazem parte da sua vida e que podem ser facilmente descobertos através de engenharia social, ou seja, espiando sua página no Facebook ou alguma troca de mensagens. De acordo com a pesquisa, 47% das pessoas criam senhas com nomes de familiares ou suas próprias iniciais. 42% aproveitam datas ou números importantes para si. E 26%, o nome do seu animal de estimação.

Comportamento: Pesquisa revela a fragilidade de senhas definidas por consumidores