Mobilidade corporativa: “MDM é o freio do usuário. MAM é o acelerador”, diz diretor geral da Citrix

O mercado brasileiro de gerenciamento de mobilidade corporativa está entrando em uma nova fase. Em entrevista para Mobile Time, o diretor geral da Citrix no País, Luis Banhara, relatou que as corporações começaram contratando soluções de gerenciamento de dispositivos móveis (MDM, na sigla em inglês) e agora dão um novo passo, adotando plataformas de gerenciamento de aplicações móveis (MAM, na sigla em inglês).

“MDM é o freio  do usuário. MAM é o acelerador”, comparou, referindo-se ao fato de o gerenciamento de terminais focar em restrições de uso dos dispositivos para controle da segurança de dados corporativos, enquanto o MAM tem como objetivo garantir a entrega de aplicações certificadas e que aumentam a eficiência dos funcionários onde quer que eles estejam. “O mercado brasileiro está atingindo um nível de maturidade necessário para pensar em MAM”, avalia. Ele entende que as soluções de MDM viraram commodties e que o diferencial da Citrix está no MAM. Contudo, alerta que as empresas precisam escolher com cuidado qual MDM usar, pois ele serve como base para a contratação futura do MAM.

A Citrix oferece uma solução de MDM com mais de 1 mil opções configuráveis de políticas de uso. Na gestão de aplicações, permite que o usuário acesse de seu dispositivo, remotamente, os softwares corporativos, que rodam em um servidor. Esse acesso é feito por meio de um aplicativo chamado Citrix Receiver. Ele impede que conteúdo editado dentro dele seja gravado no aparelho ou mesmo compartilhado com apps fora desse ambiente seguro. E tem a vantagem de ser multiplataforma: dá para acessar softwares de Windows, por exemplo, em smartphones com qualquer sistema operacional (Android, iOS, Blackberry etc). A solução requer conexão à Internet para a sua utilização, mas conta com uma tecnologia própria de compressão de dados para economizar banda e melhorar a experiência do usuário. É comum a Citrix ser contratada para que executivos do alto-escalão possam utilizar Macbooks ou iPhones para acessar softwares corporativos que rodam em Windows, conta.

Segundo Banhara, os setores financeiro, de saúde e de call center estão entre os principais demandantes dessas soluções de virtualização de sistemas e de acesso remoto. “O mercado financeiro usa bastante por uma questão de segurança e de economia de banda. Em saúde, os hospitais querem melhorar a experiência do médico-cirurgião e conquistar a sua lealdade, com soluções como acesso remoto ao prontuário eletrônico. E em call center é uma forma de aumentar rapidamente a quantidade de posições de atendimento (PAs) quando não há espaço físico”, detalha.

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