Comércio móvel: Base brasileira de consumidores móveis dá salto em seis meses

Em apenas seis meses, entre setembro de 2015 e março de 2016, houve um aumento significativo na proporção de internautas brasileiros com smartphones que dizem já ter encomendado produtos físicos através de apps ou sites móveis. É o que revela a nova edição da pesquisa Panorama Mobile Time/Opinion Box – Comércio Móvel no Brasil, cujo relatório na íntegra está disponível para download gratuito neste link.

Em setembro de 2015, na primeira edição dessa pesquisa, os “consumidores móveis” representavam 41% do total de internautas brasileiros com smartphones. Em março deste ano, a proporção subiu para 61,8%. Trata-se de um salto de praticamente 21 pontos percentuais em apenas seis meses. Cabe destacar que a pergunta no questionário foi bem precisa: “Você alguma vez já encomendou alguma mercadoria através de um aplicativo ou site no smartphone? Atenção: marque “sim” apenas se tiver comprado produtos físicos, por exemplo: roupas, comida, cosméticos etc. Bens virtuais não contam.” Foram entrevistados 1.920 brasileiros que acessam a Internet e possuem smartphone. A pesquisa tem validade estatística, tendo respeitado as proporções por gênero, faixa etária, renda familiar mensal e distribuição por regiões do País do universo de internautas brasileiros, de acordo com dados do IBGE. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro, 2.3 pontos percentuais.

A explicação para esse aumento significativo em tão curto intervalo de tempo pode estar no esforço extra dos varejistas on-line durante a Black Friday passada para estimular vendas através dos smartphones. O Magazine Luiza reformulou seu app e deu frete grátis para quem comprasse pelo smartphone. O Netshoes passou a oferecer tráfego de dados grátis para quem navega em seu app. E outros varejistas diversos passaram a dedicar maior atenção a seus canais móveis.

A comodidade é apontada por 62,2% daqueles que já compraram pelo smartphone como principal fator que os levaram a experimentar o comércio móvel. Outros 17% disseram que “é mais rápido” comprar pelo smartphone e 14,7%, que “é mais prático”. Apenas 4,7% apontaram que a principal razão para comprar um produto físico pelo smartphone foram promoções ou descontos oferecidos pelos varejistas.

A pesquisa mediu a frequência com que os consumidores móveis realizam compras através de apps ou sites em seus smartphones: 3,1% compram diariamente; 9,6%, pelo menos uma vez por semana; 45,7%, pelo menos uma vez por mês; e 41,6%, raramente.

As categorias de produtos mais comprados pelos consumidores móveis brasileiros foram, nesta ordem: roupas, eletroeletrônicos e livros.

A pesquisa averiguou quais os apps e sites móveis mais utilizados pelos brasileiros para a compra de bens físicos. Da mesma forma, foi verificada pela segunda vez consecutiva a penetração de quatro serviços online-to-offline (O2O) no Brasil: chamada de táxi, delivery de comida, reserva de hospedagem e compra de ingressos para eventos. Os resultados, junto com os respectivos rankings dos apps mais populares em cada uma dessa verticais, constam no relatório disponível para download.

Sobre a pesquisa

Mobile Time e Opinion Box realizam regularmente pesquisas sobre comportamento de uso de serviços móveis no Brasil. São três linhas de pesquisa com periodicidade semestral: Uso de Apps; Mensageria; e Comércio Móvel. Os principais resultados são sempre divulgados em primeira mão em Mobile Time. É também elaborado um relatório mais detalhado, cujo download é disponibilizado na Internet, por enquanto gratuitamente.

Comércio móvel: Base brasileira de consumidores móveis dá salto em seis meses