Handsets: Celulares da Huawei têm rejeição de 42% dos consumidores

Um pouco menos de uma semana após a Huawei lançar seu novo smartphone premium P9, Glory Cheung , CMO da divisão para consumidores da empresa, revelou que uma pesquisa feita com a Ipsos descobriu que 42% dos usuários não comprariam um smartphone Huawei, mesmo conhecendo a companhia.

“Sim, a verdade é: 42% dos consumidores não conhecem muito sobre a Huawei para considerar usar nossos produtos. Precisamos contar nossa história em alto e bom som para guiar o crescimento e a lealdade do consumidor”, disse Cheung, ao apresentar o novo plano da marca para a imprensa mundial nesta terça-feira, 12.

Com a mudança, a Huawei tentará criar uma imagem de uma marca ligada ao século XXI, algo inovador e premium, para tentar disputar com rivais como Samsung e Apple pelo mercado de handsets high-end. A executiva acredita que a construção dessa imagem para a marca será uma ação a longo prazo, mas quer evitar comparações com a criadora dos iPhones.

“Nós não estamos querendo ficar parecidos com a Apple, mas como um produto que inspira vida, energia, alma e conecta-se com as necessidades básicas dos usuários. Todas as nossas funcionalidades e o design vão refletir esse novo pensamento”.

Mudança, só na marca

Quando perguntada se a Huawei vai alterar a estratégia não apenas em marketing, mas no desenvolvimento dos smartphones, a executiva disse que o resultado da pesquisa “a surpreendeu” de forma negativa, mas não haverá mudanças além do marketing.

Ela citou uma frase do CEO rotativo da Huawei, Eric Xu, que a fabricante chinesa terá um “caminho longo e complicado” nos smartphones, mas continuará investindo para se tornar uma marca high-end. Por outro lado, embora a empresa aposte em inovação, como o crescimento da realidade virtual, vai “esperar” o desenvolvimento dessa tecnologia com mais produtores de conteúdo e aplicações para não entrar “cedo demais”.    

Questionada por MOBILE TIME sobre a estratégia da empresa para a América Latina, Chuang utilizou a retórica do “vamos continuar investindo” e que viu mudanças positivas no mercado no último ano. Mas não esclareceu como será a estratégia de posicionamento premium em um cenário competitivo e com pouco poder aquisitivo dos consumidores.

*Jornalista viajou a convite da Huawei

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