Mobilidade corporativa: Com a crise no Brasil, MC1 aposta em internacionalização

Enquanto a economia brasileira vive um período de crise, fornecedores nacionais de soluções móveis aceleram seus planos de internacionalização. É o caso da MC1, especializada em soluções móveis corporativas, principalmente para gestão de equipes em campo dos setores de bens de consumo e telecom. No ano passado, o mercado externo representou 9% da sua receita. Este ano a previsão é de 15%, podendo chegar a 18%, com ajuda da alta do dólar.

Para atender ao mercado externo, a empresa montou um escritório em Miami. De lá, conseguiu alguns contratos importantes nos EUA e no Caribe, onde atende uma cervejaria da Ambev na República Dominicana e a um grande distribuidor farmacêutico caribenho chamado Cesar Castillo. Além disso, conta com um canal de vendas no Canadá e com escritórios na Venezuela e na Argentina – nestes dois últimos a decisão de ter presença local se deve à dificuldade de remessa dos lucros. O próximo passo provável será a abertura de um escritório no México, pois está prestes a conquistar um grande cliente na área de telecom.

Brasil

Apesar do complicado momento econômico do País, a empresa não deixa de crescer no Brasil. “Temos projetos de soluções que disciplinam as equipe de campo, melhorando a gestão. Isso é anticíclico: mesmo em época conturbada, as empresas têm que reduzir custos e melhorar a eficiência”, explica Luciano Sandoval, diretor comercial e de marketing da MC1.

Uma das novas demandas observada pela empresa é a de pronta-entrega: muitas empresas brasileiras estão partindo para vendas diretas, dispensando atacadistas ou distribuidores. É uma forma de conseguir praticar preços mais enxutos para o consumidor final, o que é importante neste momento.

O tempo médio de implementação de uma solução móvel da MC1 gira em torno de três a quatro meses, dependendo da complexidade na integração com os sistemas do cliente. Em geral, o primeiro ano é de adaptação e treinamento das equipes. “O cliente começa a ver melhoria de produtividade no segundo ano, quando percebe os ganhos. E no terceiro ano vem o break even”, relata Sandoval.

Hoje há 45 mil funcionários de empresas de diversos setores usando aplicações da MC1 em seus smartphones corporativos. Um ano atrás eram 35 mil. 70% desse total está no Brasil e 30% no exterior. A empresa projeta que sua receita global vai crescer entre 10% e 15% este ano.

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