Consumidor muda e receita da TIM com dados vai superar a de voz em 2016

A TIM Brasil realizou nesta terça-feira (15/09), em Nova Iorque, a terceira edição do TIM Day, evento feito pela operadora para apresentar as estratégias e esclarecer dúvidas de analistas de mercado e investidores. O CEO da TIM, Rodrigo Abreu, apresentou o balanço parcial dos resultados da companhia em 2015 e apontou que a receita com tráfego de dados da companhia vai superar a receita com planos de voz já em 2016.

O peso maior para dados sobre voz, na receita, estava projetado para 2017, mas acelerou. A mudança do perfil dos clientes de telefonia no Brasil foi percebida com mais intensidade no final de 2014 e início de 2015, segundo Abreu, com “a migração drástica do consumo de voz para dados”. 

“Manter os investimentos em infraestrutura, principalmente em rede 4G, será fundamental para competir nesse novo cenário focado no uso da internet móvel. É por este caminho que segue a estratégia da TIM para se manter competitiva e protagonista neste mercado”, disse  Rodrigo Abreu.

Durante a apresentação, o executivo destacou outras mudanças importantes no comportamento dos consumidores. Pela primeira vez no Brasil ocorre a estabilização do mercado de assinantes. A base pré-paga, que vinha crescendo nos últimos dois anos, apresentou leve queda de 0,3% no segundo trimestre de 2015, na comparação com 2014.

Assim, a companhia aposta no crescimento de sua base de valor entre os usuários pós-pagos e pré-pagos – que cada vez mais concentram sua experiência e gastos em telefonia em apenas um SIM card. Segundo Abreu, os investimentos em infraestrutura são o que possibilitam a ampliação da oferta de serviços, principalmente dentro da base atual, e têm ajudado a melhorar percepção o cliente.

No primeiro trimestre de 2015, a empresa investiu quase R$ 1 bilhão. A meta é alcançar 79% da população urbana com 4G, chegando a 15 mil antenas até o fim de 2017. Já em relação aos sites 3G, a previsão é chegar a 14 mil antenas no mesmo período.

O CEO da TIM falou também sobre o primeiro plano de eficiência operacional da operadora, apresentado na divulgação de balanço da companhia no segundo trimestre, entre outros aspectos que farão com que a empresa continue crescendo e consolidando a base de clientes.

“Estamos cientes dos atuais desafios macroeconômicos no Brasil. Apesar disso, mantemos nosso investimento agressivo em infraestrutura no país nos próximos três anos e não vamos nos desviar dos nossos pilares e governança. A companhia se mantém extremamente confiante em sua estratégia de negócio”, completa Abreu.

Consumidor muda e receita da TIM com dados vai superar a de voz em 2016