Estratégia: Positivo chega à África, onde vai produzir pelo menos 750 mil dispositivos em cinco anos

A fabricante Positivo confirmou nesta semana o começo de sua operação no continente africano. Após conseguir expandir seus negócios pela América Latina, a companhia chega a Ruanda por meio da Positivo BGH, uma joint-venture da paranaense com a argentina BGH, e promete entregar ao governo local 750 mil dispositivos nos próximos cinco anos.

“Começamos a operação com um volume mínimo de 750 mil dispositivos contratados para entrega ao longo de cinco anos, somente para o governo de Ruanda e devemos aumentá-lo”, disse Norberto Maraschin Filho, vice-presidente de mobilidade e negócios internacionais da Positivo Informática.

Inicialmente, a fábrica, localizada na capital Kigali, terá 40 funcionários. Mas deve ser expandida, em breve, para 120 colaboradores. Em uma área de 7,5 mil metros quadrados, ela será capaz de produzir 60 mil PCs e tablets por mês. De acordo com o executivo brasileiro, a companhia investiu no país pela similaridade com os projetos de Argentina, Brasil e Uruguai de digitalização das escolas, com os quais a Positivo colaborou.

O primeiro produto produzido no país será o notebook QL 300, com foco nos alunos do sistema educacional de Ruanda. Esse equipamento possui tela HD de 11,6 polegadas, processador Intel Celeron Dual-Core, sistema operacional Windows 8, 320GB de armazenamento em disco e 2GB de memória RAM, webcam HD, saídas VGA e HDMI, três portas USB e conectividade Wi-Fi.

No contrato entre Positivo e governo local – assinado oito meses atrás – a fabricante concordou em adicionar conteúdo educacional pré-embarcado em seus computadores e tablets produzidos no país.

Paraná, África ou mundo

O projeto da Positivo na África não deve parar no sistema educacional de Ruanda. O executivo confirmou contato de sua empresa com operadoras de telefonia e parceiros (varejistas) locais. O objetivo é alcançar, em breve, o consumidor final na África Central com seus produtos.

“Objetivamos vender para o consumidor final em breve em Ruanda e, possivelmente, nos países vizinhos. Nossa produção deve ser ampliada gradativamente”, explicou Maraschin Filho, em entrevista ao MOBILE TIME por e-mail.

Segundo um recente relatório da Gartner sobre o mercado de smartphones, os países emergentes ajudaram no aumento de vendas globais dos gadgets no primeiro trimestre de 2015. Foram 336 milhões de unidades vendidas, um crescimento de 19,3% em relação ao mesmo período no ano anterior.

“Nossa ambição é nos tornarmos um player importante em curto prazo. Disputamos a liderança em todos os mercados onde fabricamos, e, em Ruanda, não pensamos diferente”, completou Maraschin Filho.

 

Estratégia: Positivo chega à África, onde vai produzir pelo menos 750 mil dispositivos em cinco anos