Desenvolvimento: Desenvolvedores freelancers viram alternativa para novas produtoras de apps

Os altos custos trabalhistas e a dificuldade de encontrar bons profissionais na área de desenvolvimento móvel estão levando novas produtoras de apps a terceirizarem suas equipes de programação e design. Essa foi a opção, por exemplo, da Autzon, produtora goiana de apps corporativos voltados para pequenas e médias empresas. Lançada há três meses, a Autzon tem hoje uma equipe de 11 desenvolvedores móveis e oito designers, todos freelancers, e apenas três funcionários fixos.

“Essa opção nos traz agilidade e redução de gastos com encargos trabalhistas”, explica um dos cofundadores da Autzon, Saulo Segurado. Os freelancers passam antes por um teste de conhecimento e, se escolhidos, assinam um contrato de disponibilidade, pelo qual garantem que terão tempo para atenderem a uma determinada quantidade de projetos da companhia por mês. O contrato não é exclusivo e nem prevê uma carga horária mínima. 70% da equipe é composta por pessoas que são apenas freelancers, enquanto os outros 30% têm um trabalho fixo e colaboram com a Autzon em seu horário livre. A empresa se encarrega da parte comercial e de toda a gestão dos projetos com os freelancers, o que é feito através da plataforma Trello. O contrato prevê uma multa se for descumprido pelo freelancer.

Segurado conta que a maior dificuldade em se trabalhar com freelancers está no suporte pós-vendas. Por isso, o contrato estipula que o profissional precisa estar disponível por pelo menos 12 meses após a entrega de um projeto para ajudar em eventuais ajustes demandados pelo cliente. Além disso, a Autzon tem um programador fixo como funcionário para cuidar do suporte.

A companhia convida para a sua equipe somente freelancers com pelo menos quatro anos de experiência. Todos são brasileiros, mas a empresa avalia a possibilidade de utilizar no futuro plataformas internacionais de contratação de freelancers estrangeiros.

Produção

A Autzon tem produzido em média quatro aplicativos por mês e quer chegar a sete ou oito ao fim do ano, com projeção de receita anual de R$ 1 milhão em 2015. São todos projetos customizados, cujos preços são divididos em três categorias, de acordo com a complexidade de programação (simples, média ou avançada) e as plataformas adotadas (Android e/ou iOS). Entre os apps criados até agora, o executivo destaca o de uma pizzaria no Mato Grosso que decidiu trocar o atendimento por telefone para um delivery 100% via pp e uma rádio em Goiânia cuja interação também passou a ser feita via smartphone.

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